Um estudo recente da American Cancer Society destaca que até 40% dos novos diagnósticos de câncer e 44% das mortes relacionadas ao câncer entre adultos com mais de 30 anos poderiam ser prevenidos por meio de mudanças no estilo de vida. Publicado esta semana, o estudo ressalta os efeitos prejudiciais do tabagismo, consumo excessivo de álcool e obesidade, todos contribuidores significativos para o risco de câncer.

A pesquisa também identificou os efeitos protetores de ajustes na dieta e vacinas contra HPV e hepatite B, que estão ligados a uma redução em infecções indutoras de câncer. O estudo investiga uma série de comportamentos que aumentam a suscetibilidade ao câncer, como exposição ao fumo passivo, alto consumo de carnes vermelhas ou processadas e dietas deficientes em frutas, vegetais e fibras alimentares.
Ele também enfatiza os perigos representados por infecções como hepatite B, vírus Epstein-Barr, HIV, vírus do papiloma humano e vírus do herpes do sarcoma de Kaposi, que podem aumentar o risco de desenvolver câncer. Especialistas importantes, incluindo Ernest Hawk, vice-presidente e chefe de prevenção do câncer e ciências populacionais do MD Anderson Cancer Center da Universidade do Texas, veem as descobertas como um lembrete crítico para agências de saúde pública e formuladores de políticas. Hawk enfatiza a importância de focar na prevenção tanto em nível individual quanto social, visando reduzir a incidência e a mortalidade do câncer de forma proativa.
As revelações do estudo vêm como um chamado à ação, não para estigmatizar aqueles que participam de comportamentos de alto risco, mas para educar e influenciar decisões de saúde pública. Ele examinou 30 tipos de câncer, excluindo cânceres de pele não melanoma, e atribuiu proporções significativas de casos de câncer a fatores preveníveis: tabagismo (19,3%), excesso de peso corporal (7,6%) e consumo de álcool (5,4%).
O câncer de pulmão surgiu como o câncer mais prevenível de acordo com o estudo, com mais de 200.000 casos considerados preveníveis entre homens e mulheres. Isso foi seguido por casos de melanoma de pele e câncer colorretal, destacando o impacto duradouro do tabagismo e a necessidade crítica de políticas de controle do tabaco. A importância da vacinação também foi ressaltada, particularmente para hepatite B e HPV, que são conhecidos por causar vários tipos de câncer, incluindo câncer de fígado, cervical, anal, genital e orofaríngeo.
As descobertas são parte de um cenário mais amplo, onde taxas mais baixas de tabagismo, detecção precoce e avanços no tratamento nas últimas décadas levaram à redução da mortalidade por câncer, apesar das projeções de que os casos de câncer nos EUA podem ultrapassar 2 milhões pela primeira vez este ano. Em uma era em que os desafios de saúde pública continuam a evoluir, o estudo da American Cancer Society serve como um lembrete potente dos benefícios significativos das mudanças de estilo de vida e medidas preventivas de saúde no combate ao câncer.
